Foto de Marcelo Ferreira.

Sabe aquela obra de vários prédios que está abandonada em Barra de Jangada? Esta semana a Prefeitura de Jaboatão anunciou a retomada das obras no Conjunto Habitacional Mércia de Albuquerque, em Barra de Jangada, que está abandonado desde o início da gestão, pois neste dia 15 de março foi assinada ordem de serviço para a continuação das obras do conjunto Mércia de Albuquerque 1 e custará a bagatela de mais de 8 milhões de reais, sendo 2 milhões do município e 6 milhões da Caixa Econômica Federal pelo Programa Minha Casa Minha Vida.

A obra beneficiará 250 famílias, teve a presença de Serginaldo Santos, coordenador nacional do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e de moradores da Ocupação Mércia Albuquerque, qua aguarda há anos pela concretização do conjunto, cujo projeto foi iniciado na gestão anterior.

Foto: Paulo Rocha.

Entenda o caso
(fonte: Gazeta Nossa)
As obras do Mércia de Albuquerque iniciaram em 2009, pela empresa Captor Engenharia Ltda e tinham previsão para término em 300 dias, segundo a PMJG, e em 1 ano e 3 meses, segundo a Caixa, mas pararam depois de 2 anos de obras, em meados de 2011, sem que  a administração municipal explicasse até hoje “porque parou, parou por quê?”.
Em fevereiro de 2010, o prefeito Elias Gomes visitou as obras, declarando-se satisfeito, e em janeiro de 2011 já prometia entrega aos futuros moradores: “À medida que os apartamentos forem ficando prontos nós entregaremos aos moradores. Isso no menor tempo possível”
Depois disso, estranhamente, a obra parou, já com as bases feitas, térreo com paredes levantadas e toda a estrutura do primeiro andar concluída.

Foto: Paulo Rocha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prejuízo com o dinheiro público.
(fonte: Gazeta Nossa)
Ora, as obras estavam orçadas em 2009 em torno de oito milhões. Se a parte mais complicada da construção já foi feita, porque vai custar agora mais oito milhões? Se os dois valores forem pagos, teremos aptos populares de 42 m2 ao custo de mais de 60 mil reais cada. Não precisa ser do mercado imobiliário para se espantar.

Esta e outras perguntas devem ser respondidas pela administração municipal à sociedade. Quanto já foi pago à empresa que começou e porque ela parou? Depois de um ano ao relento, a obra do conjunto pode ser retomada do ponto em que parou? Qual foi o prejuízo da PMJG (e do contribuinte) neste tempo? Qual será o custo real total da obra?