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A ex-deputada estadual Elina Carneiro (PSB) foi condenada pela juíza de Jaboatão dos Guararapes, Valéria Maria de Lima Melo, à suspensão dos direitos políticos por quatro anos, ao pagamento de uma multa no valor de 10 vezes a remuneração percebida no cargo de parlamentar, à proibição de contratar com o Poder Público por três anos e a receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio.

A condenação foi pelo envolvimento da ex-deputada no caso da Fundação Yapoatan, hoje extinta, no qual sua irmã, Solange, pleiteou uma indenização trabalhista que, por acordo celebrado com a administração municipal, chegou ao montante de R$ 960 mil. Ambas são filhas do ex-deputado e ex-prefeito Newton Carneiro.

De acordo com investigações do Ministério Público, ficou comprovado que o suposto acidente ocorrido com Solange na festa de confraternização da Fundação, em dezembro de 1998, não se configurou como “acidente de trabalho”, tendo sido provocado pela própria irmã da parlamentar.

Segundo depoimentos de testemunhas, foi a própria Solange quem deu um murro na vidraça, do que resultou o seu ferimento.

O MPPE conseguiu comprovar que Elina Carneiro sabia do suposto “acidente” mas, mesmo assim, instruiu funcionários da Fundação a dizerem o contrário para que a indenização fosse paga pelo INSS.

Elina foi incluída no processo depois que ele se encontrava em tramitação porque à época do fato era deputada estadual e só poderia ser processada pelo procurador-geral de Justiça, o que não ocorreu.

Posteriormente ela teve o nome incluído no processo depois que a Procuradoria Geral de Justiça aceitou a denúncia formulada Promotoria de Justiça de Jaboatão dos Guararapes.

Fonte: http://maisab.com.br/tvasabranca/inaldosampaio/