poção

Vítimas foram sepultadas em cerimônia coletiva

 

A chacina do Município de Poção, no Agreste do estado, que culminou na morte de três conselheiros tutelares no exercício do serviço além de uma idosa teve o seu inquérito concluído nesta segunda (20).

As mortes foram acertadas por R$ 45 mil e tiveram como articuladora a oficial de Justiça Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha, com a ajuda do advogado José Vicente Pereira Cardoso da Silva.

A informação foi repassada pelo delegado Erick Lessa, responsável pelas investigações. Ao apresentar a conclusão do inquérito, o gerente operacional do interior 1 afirmou ainda que das sete pessoas indiciadas, apenas uma está foragida.Um homem preso no Presídio de Arcoverde foi o responsável por indicar os nomes dos quatro executores.

“Estamos entregando o inquérito ao Ministério Público hoje indiciando as sete pessoas responsáveis pela chacina. Ao final das investigações, concluímos que o pai da criança que sobreviveu ao atentado não teve ligação com as mortes”, ressaltou Lessa.

Ainda segundo a polícia, os planos de Bernadete de Lourdes, avó paterna da criança que estava no carro junto com os conselheiros tutelares e a avó materna no dia da execução, eram de matar não só Ana Rita Venâncio (avó materna) mas também o avô materno e a filha do casal.

“No dia da execução, Bernadete soube quem eram as pessoas que estavam dentro do carro e mesmo assim determinou que todos fosse executados”, contou o delegado.